quinta-feira, dezembro 20, 2012

Uma vida... uma morte...

Na vida, por vezes fui útil
Essa vontade nunca fugiu de mim
Por vezes fui um ser fútil
Ser imperfeito, serei até ao fim...

Adormeço no sono profundo
Oscilando neste mar revolto
Encontrarei no seu fundo
a certeza que não volto
que levo eu deste mundo?

Estranha maneira de estar
Não tenho nada e o nada me tem
um dia terei um novo lar
Onde toda a gente vive bem...

Estrada livre sem ninguém
de bermas cinzas por essência
é sempre percorrida por alguém
mesmo esquecendo a sua existência...

03/12/2012
JC